
Ampliar, democratizar e popularizar o acesso de jovens e adultos em espetáculos de ópera é a proposta da Cia de Ópera do Espírito Santo (COES), por meio do projeto ‘Ópera nos Bairros’. Com estreia em junho, cinco sessões do espetáculo “O Telefone” irão circular por Vitória, Guaçuí, Anchieta, Itaguaçu e neste domingo (18), em Afonso Cláudio.
O espetáculo estreou no Theatro Carlos Gomes, em 2013 e conta com a participação da cantora Janette Dornellas (DF), do barítono João Marcos Charpinel (RJ) e do pianista Willian Lizardo (ES), com direção artística e cênica de Janette Dornellas, Iluminação Fábio Prieto (ES), figurino Luza Carvalho (ES) e direção geral de Tarcísio Santório (ES).
O Espetáculo:
O telefone, ou The Telephone é uma ópera cômica em um ato de Gian Carlo Menotti. Foi escrita para a produção do Ballet Society e apresentada pela primeira vez em uma dobradinha com a ópera The Médium do mesmo compositor, no Teatro Heckscher, New York City, 18-20 fevereiro de 1947. A Broadway fez uma produção em 1 º de maio de 1947, no Ethel Barrymore Theatre . No Metropolitan Opera foi apresentada pela 1° vez, em 31 de julho de 1965.
Sinopse:
Bem (barítono), tendo um presente, vem visitar Lucy (soprano) em seu apartamento, ele quer pedir sua mão em casamento antes que ele parta em uma viagem. Apesar de suas tentativas para chamar sua atenção o tempo todo, não é suficiente para fazer a sua pergunta, Lucy está ocupada com conversas intermináveis ao telefone celular. Entre suas chamadas, quando Lucy sai da sala, Ben ainda tenta destruir o aparelho de celular – sem sucesso. Não querendo perder o trem. Ben deixa o apartamento sem pedir a mão dela em casamento. Mas Ben faz uma última tentativa: Ele chama Lucy de uma cabine telefônica do lado de fora na rua e faz a sua proposta. Ela consente, e os dois se juntam em um dueto romântico através da linha telefônica, no final, Lucy garante que Ben se lembra de seu número de telefone.
A montagem, dirigida por Janette Dornellas, explora a influência direta que as comédias francesas e operetas exerceram sobre nosso teatro na segunda metade do século XX. O roteiro musical incorpora árias e recitativos da ópera traduzidos para o português, numa versão contemporânea.
O Telefone é, acima de tudo, um espetáculo leve, ligeiro, gaiato e bem-humorado. Mas é, principalmente, com a experiente e consagrada dupla de atores-cantores e com toda a malícia e frescor de seu jogo de cena, que essa pequena joia de Menotti vem tocando o coração das plateias por onde passa.
terça-feira, 13 de junho de 2017
