
A semana começou com um importante avanço no serviço ofertado para identificação de Leishmaniose Tegumentar, doença infecciosa, não contagiosa, que provoca úlceras na pele e mucosas. Entre os dias 4 e 8 de outubro, a Secretaria de Estado de Saúde (Sesa), promoveu em parceria com a Prefeitura de Afonso Cláudio, um treinamento de leitura de lâminas de microscópio para diagnóstico de leishmaniose tegumentar, para os técnicos da Vigilância em Saúde e de Laboratório, no município.
A capacitação foi realizada no Polo da Universidade Aberta do Brasil, em Afonso Cláudio, e foi ministrada pelo técnico do Lacen, José Carlos Caucho, pela médica da Regional Vitória, Dra Adalzira Ferreira Pagani e pelo médico veterinário da Regional Vitória, Adilson Arimatea. Também participaram do treinamento, representantes dos municípios de Laranja da Terra e Ibatiba.
Durante a abertura, na segunda-feira (04), a secretária de Saúde, Carolina Dias Gomes, deu as boas-vindas aos presentes e falou da importância do treinamento.
“Esse treinamento é muito importante não só para o nosso município, como também para os municípios convidados. A utilização de métodos de diagnóstico laboratorial é importante não apenas para a confirmação dos achados clínicos, mas também pode fornecer informações epidemiológicas, por meio da identificação da espécie circulante, fundamentais para o direcionamento das medidas a serem adotadas para o controle do agravo”, disse.
Durante os 5 dias, por meio de atividades práticas e teóricas, os participantes do treinamento foram capacitados para a realização não só do diagnóstico microscópico da doença, mas também com o da coleta para a realização do exame.
O procedimento é realizado a partir de amostras obtidas pela raspagem das lesões na pele que são características do quadro clínico da leishmaniose tegumentar. O material é fixado em uma lâmina com o uso de produtos químicos específicos e, na sequência, esta lâmina é observada no microscópio para a identificação visual da presença do parasito Leishmania.

O que é Leishmaniose Tegumentar?
A Leishmaniose Tegumentar é uma doença infecciosa, não contagiosa, que provoca úlceras na pele e mucosas. A doença é causada por protozoários do gênero Leishmania. No Brasil, há sete espécies de leishmanias envolvidas na ocorrência de casos de LT. As mais importantes são: Leishmania (Leishmania) amazonensis, L. (Viannia) guyanensis e L.(V.) braziliensis.
A doença é transmitida ao ser humano pela picada das fêmeas de flebotomíneos (espécie de mosca) infectadas. Os insetos pertencentes à ordem Diptera, família Psychodidae, subfamília Phlebotominae, gênero Lutzomyia, conhecidos popularmente, dependendo da localização geográfica, como mosquito palha, tatuquira e birigui, são os principais vetores da Leishmaniose Tegumentar.
Quais os sintomas?
Os sintomas da Leishmaniose Tegumentar (LT) são lesões na pele e/ou mucosas. As lesões de pele podem ser únicas, múltiplas, disseminadas ou difusas. Elas apresentam aspecto de úlceras, com bordas elevadas e fundo granuloso, geralmente indolor.
As lesões mucosas são mais frequentes no nariz, boca e garganta. Quando atingem o nariz, podem ocorrer: entupimentos; sangramentos; coriza; aparecimento de crostas; feridas.
Na garganta, os sintomas são: dor ao engolir; rouquidão; tosse.
Como é feito o tratamento da Leishmaniose Tegumentar (LT)?
O Sistema Único de Saúde (SUS) oferece tratamento específico e gratuito para a Leishmaniose Tegumentar (LT). O tratamento é feito com uso de medicamentos específicos, repouso e uma boa alimentação.
