HISTÓRIA E CULTURA – Prefeitura de Afonso Cláudio

HISTÓRIA E CULTURA

A população de Afonso Cláudio é de maioria descendentes de italianos, sendo que, na Região Serrana, Afonso Cláudio, Venda Nova do Imigrante e Castelo são as cidades com maior número de imigrantes italianos do Estado. Os italianos chegaram na região (maioria) por volta de 1960, quando a cidade já estava fundada e já era a maior da região.

Logo depois, mais italianos foram para o município de Venda Nova do Imigrante, onde fundaram a mesma. Além dos italianos, Afonso Cláudio abrigou vários pomeranos e alemães do Estado que vieram de Domingos Martins e Santa Maria de Jetibá. Os índios Botocudos foram os primeiros habitantes dessa região. Diz-se, também, que desbravadores aqui se estabeleceram em busca de ouro, em meados do século XVIII. O primeiro a fundar uma pequena vila foi Sabino Coimbra de Oliveira que com sua família e outros cidadãos se estabeleceram às margens do córrego Três Pontões, onde construíram alguns casebres, uma capela, um cemitério, e começaram pequenas plantações. Em certas épocas houve necessidade de se suprirem da água do Rio Guandu, principal da região, buscando e levando sobre o lombo de animais. O vilarejo não prosperou porque uma grande seca atacou a região na época.

Os habitantes decidiram procurar nas redondezas melhores condições para que pudessem instituir uma outra vila. Esse vilarejo passou a ser chamado de Arrependido. Foi nessa época que começaram a surgir as primeiras casas nas imediações da atual Rua Ramiro de Barros, no centro da cidade. Na primeira metade do século XIX, Frederico Wilmer, que viria a contrair febre a amarela e morrer em 1851, andou pela região que mais tarde constituiria o município de Afonso Cláudio, procurando ouro. Encontrou-o efetivamente no lugar denominado Lagoa, na fazenda Santo Antônio do Alto Guandu, pertencente a Antônio de Souza Barros. Pouco tempo depois, outro aventureiro enveredou por aquela região, chegando a construir rancho no local onde hoje está o jardim público da cidade.

Prosseguindo sua penetração, foi ter à casa de Antônio de Souza Barros, a quem conseguiu entusiasmar com a descrição das terras férteis que percorrera. Seja em razão dessa narrativa, ou porque já tivesse isso em mente, o fato é que, em 1876, Souza Barros foi até às cabeceiras do Rio Guandu, no atual distrito de Boa Sorte. Já em fins de 1883, algumas famílias que então residiam às margens do Ribeirão Lagoa se mudaram para o lugar denominado Arrependido, que distava cerca de 5 quilômetro da atual cidade. Iniciaram aí a construção de uma capela e, mais tarde, de um cemitério. Em 1885, Sabino Coimbra, Inácio Lemos, Jorge Gomes e Joaquim Galvão lançaram os fundamentos da povoação, construindo as primeiras casas. Batizaram o povoado com o nome de São Sebastião do Alto Guandu. De 1896 a 1900, os índios foram aos poucos desaparecendo.

A povoação progrediu rapidamente. Os primeiros caminhos carroçáveis que viriam incrementar seu desenvolvimento, ligando-a às localidades vizinhas, foram construídas por Inácio Gonçalves com o auxílio dos indígenas. Por essa época, os habitantes do lugar estavam ainda sob jurisdição de Porto do Cachoeiro de Santa Leopoldina. Em 20 de novembro de 1890, foi criado o município. Ao novo município foi dado o nome de um republicano, Afonso Cláudio, jurisconsulto espírito-santense e primeiro governador do Estado.